POR TRÁS DAS GRADES

Por LUCIANA SEABRA 12/06/2019 - 17:41 hs
POR TRÁS DAS GRADES
reprodução

 

De um lado, nós, encarapinhadas na grade. Do outro, a pequena sala com uma portinha que levava sabe-se lá para onde, repleta de cadeiras com senhoras sorridentes.

 

De túnica marrom e véu negro, todas pareciam iguais, à exceção da tia Maria José, que exibia os traços incontestes da vovó. E nos impressionava com seu conhecimento de mundo e das nossas vidas – claramente tinha TV dentro do convento e as cartas quilométricas da minha mãe não poupavam detalhes.

 

Eu amava ir a Passos visitar o Carmelo. Os aposentos de visita respiravam paz, a comida era incrível e a gente ainda levava para casa sacolas de retalhos de hóstia não consagrada que comíamos com suco de uva, imitando o que nossos pais faziam na missa (e que era proibido para nós até a primeira comunhão).

 

Mas confesso que o peso dos votos – obediência, castidade e pobreza – chocava a mim e minhas primas, só não mais do que a clausura. Ficávamos especulando sobre o dia em que minha tia-avó saiu de casa, adolescente, trocou de nome e se trancou naqueles poucos metros quadrados mineiros, onde moraria até falecer, quase sete décadas depois.

 

O mais impressionante é que as irmãs exalavam felicidade e, pasme, odiavam ir ao médico porque era a única situação em que saiam dos limites do Carmelo. As conversas duravam horas e eram sempre muito leves, pelo menos até que uma prima, a Deborah, resolvia participar.

 

“O que vocês querem ser quando crescer?”, perguntou a tia Maria José, com sua voz doce, em uma das nossas visitas. À época, eu sonhava ser professora, minha irmã, dentista. E aí veio a Deborah: “Eu? Quero ser rica!”. 

 

Minha irmã fez o que sempre faz quando fica nervosa: começou a gargalhar. Minha mãe aproveitou o espaço sob o parapeito da grade, oculto aos olhos das carmelitas, para beliscar a perna da Deborah. E ela, desde já muito esperta, percebendo a bronca que a esperava, completou: “Rica... de amor, saúde...”.

 

A Deborah não parou por aí. Em outra visita, a tia Maria José perguntou qual de nós três seria freira. Minha irmã e eu exibimos sorrisos amarelos. E ela, sem pestanejar: “Eu, não. Deus me livre!”.

 

Não, essa história não acaba com a Deborah freira. E, sim, ao que parece, ela ficou rica.

 

Sejamos honestos: todo mundo, com exceção da tia Maria José e companhia, quer ser rico quando crescer. E não é só de amor e de saúde, ainda que haja alguma culpa cristã atrelada ao desejo de se ter muito dinheiro.

 

Gosto de pensar que o pecado não é a riqueza, mas a avareza. Rico ou rica, você pode ajudar aquela tia que está passando aperto, montar um abrigo para animais abandonados e praticar outras bondades inimagináveis ­– curto a história (acho que li em uma Reader’s Digest de um tio-avô) de um chef de cozinha multimilionário que construiu um restaurante cinco estrelas ligado a uma penitenciária. Todos os funcionários eram presidiários e deixariam a cela, anos mais tarde, disputados pelo mercado.

 

A esta altura você talvez se pergunte por que estou tentando te convencer de que é legal ser rico. Se parece óbvio a você, peço desculpas, vamos ao que interessa. Para ser rico, não vou negar, você precisa ter renda, e gastos inferiores a seus ganhos. Mas há um caminho para potencializar essa fórmula. E isso se faz com bons investimentos.

 

Eu entendo sua resistência a começar. Também sou bastante conservadora com o que conheço pouco. Por isso acabo de lançar um desafio, que apelidamos de 3K3.

 

O combinado é assim: você mantém o que tem na poupança ou naquele fundo DI do banco, que te dá segurança. Rende pouco, mas não balança, não dá susto. Tudo bem, topo conviver com ele. Mas ser rico envolve coragem, ainda que em pequenas doses.

 

Minha proposta é: você pega 3 mil reais e investe em três fundos de ações que vou sugerir. Não, não vou entregar os nomes dos fundos aqui. Por quê? Porque o que garante a minha independência na seleção dos três é que não ganho nada de nenhum dos gestores ou distribuidores. Somente você paga (baratinho) pela ideia de investimento. Gravei até um vídeo ensinando exatamente como fazer. 

 

Se você tivesse feito isso há três anos, teria mais do que dobrado o capital investido, depois de já pagos os impostos. Seria um bom começo, não?

 

Topa? Se você está preparado, conheça mais sobre o desafio aqui.

 







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