Edital de concurso público exige nível superior para cargo de professor e prefeito paga salário de nível médio

Prefeito fere a lei e não enquadra professores em tabela de cargos e salários

Por Marques Maciel 06/12/2019 - 20:34 hs
Edital de concurso público exige nível superior para cargo de professor e prefeito paga salário de nível médio
Professores exigem respeito

No dia 25 de junho do corrente ano, a Coluna Xeque-Mate publicou uma matéria que trouxe uma denúncia deflagrada por professores aprovados no concurso público do município de Roteiro.

 

Na oportunidade, foi realizado um breve histórico do polêmico concurso de Roteiro seguido da denúncia dos professores que foram aprovados no concurso mas que não conseguiram ficar dentro do número de vagas disponibilizados no edital.

 

A queixa dos professores foi, e ainda é, o não cumprimento da lista de espera do concurso devido a desistência de professores que assumiram e daqueles que não chegaram a assumir.

 

Os professores buscaram seus direitos e acionaram a Justiça, mas até o momento o caso não foi solucionado: o prefeito do município de Roteiro, Wladimir Brito, segue desafiando Justiça e professores e descumprindo a lei.

 

Ou seja: Wladimir Brito, prefeito de Roteiro, rasgou o edital do concurso "debaixo do nariz" da Justiça, e esta permanece apática diante do tamanho desrespeito do prefeito para com os nobres professores.

 

Não bastasse a falta de respeito para com os professores que aguardam ansiosos pela convocação e nomeação, o prefeito de Roteiro também dirigiu seu arsenal de injustiça contra os professores que tomaram posse.

 

Com a lei debaixo do braço, professores que com muito esforço conseguiram a tão sonhada efetivação no serviço público também procuraram a Coluna Xeque-Mate para denunciar uma outra irregularidade praticada por Sua Excelência, o prefeito de Roteiro.

 

Os novos professores do quadro de efetivos da Educação roteirense denunciam o prefeito de Roteiro por não os enquadrar na tabela de salários contida no Plano de Cargos e Remunerações (PCR) aprovado como lei municipal.

 

Segundo alguns professores que tomaram posse no dia 01 de fevereiro do corrente ano, houve uma espécie de má-fé por parte do prefeito quando da elaboração do edital e do projeto de lei (PL) que criou o quadro de vagas e salários do concurso.

 

Os professores procuraram a TV Xeque-Mate e relataram que, propositadamente, o edital exigia tanto nível médio quanto superior em pedagogia para os cargos de professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental Séries Iniciais, mas o salário ofertado era referente ao que se chama "Nivel Especial - Magistério", ou seja, referente ao nível médio.

 

Noutras palavras: o salário do professor que concorreu para um desses dois cargos era de nível médio, independentemente de o professor possuir nível médio ou superior.

 

Um estratagema repugnante para pagar salário inferior aos profissionais que, com muita luta, conseguiram alcançar nível superior.

 

O pior de tudo, pior de tudo mesmo, é o caso dos professores que concorreram para o cargo de professor de Ensino Fundamental Séries Finais.

 

O prefeito de Roteiro, Wladimir Brito, também não enquadrou os professores que foram empossados para os cargos de Ensino Fundamental Séries Finais, apesar de a exigência para estes cargos ter sido nível superior apenas.

 

Cabe repetir: o prefeito de Roteiro, Wladimir Brito, está pagando salário de professor de nível médio a professores que possuem nível superior, mesmo a professores que necessitavam possuir diploma de nível superior para que tomassem posse.

 

Professores graduados em Matemática, Ciências, Língua Portuguesa, História etc., estão recebendo salário como se possuíssem nível médio apenas.

 

A grande questão aqui é que o edital do concurso exigia obrigatória e exclusivamente a graduação como nível de escolaridade, mas o prefeito de Roteiro quer usar o mesmo artifício para os cargos que podem ser exercidos com títulos correspondentes a nível médio e superior.

 

Isso não é simples, é caso sério, seríssimo, pois a lei é superior a qualquer edital de concurso municipal e deve ser respeitada em qualquer situação.

 

O que os novos professores querem é que a lei seja cumprida, a lei municipal criada pelo próprio prefeito e aprovada pela Câmara Municipal.

 

Querem ser enquadrados na tabela de salários da Educação roteirense e receber vencimentos conforme o nível que adquiriram e não conforme edital de concurso mal intencionado.

 

A lei municipal que pauta o pleito dos professores é o Plano de Cargos e Remuneração (PCR) criado em 2018 pela própria gestão do prefeito Wladimir Brito e aprovado pela Câmara municipal de Roteiro no mesmo ano.

 

Tudo o que vem ocorrendo aos professores aprovados no concurso municipal - empossados e não-empossados - é inadmissível.

 

E eles exigem respeito.

 

O que existe nesta pequena cidade, de fato e de verdade, é a mais pura desvalorização da Educação, pois a boa educação começa pela valorização do professor.

 

E isto é uma prova cabal de que o discurso do prefeito de Roteiro, Wladimir Brito, de priorização da Educação é falacioso e vazio.

 

Que atitudes mesquinhas!

 

Deploráveis!







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