Pastores de esquerda e outras lideranças assinaram carta pedindo absolvição de Lula

Entre os nomes está o pastor Ariovaldo Ramos, conhecido por defender as pautas de esquerdas e ter demonstrado apoio ao governo socialista de Hugo Chavez, na Venezuela.

Foto: Reuters


A condenação do ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva em segunda instância, sentenciada no último dia 24 pelo Tribunal Federal Regional da 4º região em Porto Alegre, pelo visto não agradou nem um pouco o grupo de pastores e outras lideranças religiosas de esquerda que assinaram uma carta endereçada ao Desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, Presidente do Tribunal, pedindo à absolvição do réu.

 

Entre os nomes está o pastor Ariovaldo Ramos, conhecido por defender as pautas de esquerdas e ter demonstrado apoio ao governo socialista de Hugo Chavez, na Venezuela, cujo regime autoritário permanece sob o comando de Nicolás Maduro, atual governante de um país que vive em plena crise social e política.

 

Na carta, Ariovaldo e outros nomes de denominações evangélicas, católicas, espírita e representantes de religiões afrodescendentes, questionaram o julgamento do juiz Sérgio Moro, dizendo que ele não foi imparcial e que sua decisão “não se firma em provas reais e concretas”.

 

Após defender a nulidade do processo, a carta diz que “…ainda mais perturbadora é a condenação do ex-presidente Lula por ‘prática de corrupção passiva’ com base em um apartamento tríplex do qual ele não é o proprietário e sobre o qual ele não tem a posse”. Os assinantes da carta deixam evidente o entendimento que possuem sobre a sentença de Sérgio Moro no seguinte trecho:

 

“Só é proprietário de um imóvel quem o tem registrado em seu nome; e só tem a posse de um imóvel alguém que o utiliza. Nenhuma das duas figuras aplica-se ao ex-presidente Lula em relação ao tríplex no Guarujá. Deste modo, no lugar das provas fáticas do conjunto probatório, o juiz julga com base na convicção e presunção, sem o apoio das provas.”