Estudantes protestam na porta do MP contra segundo resultado do vestibular da Uncisal

Mais de 40% dos aprovados na primeira lista ficaram de fora na lista subsequente, após o primeiro resultado ser anulado.

Foto: João Urtiga/Alagoas 24 Horas


Cerca de 30 estudantes foram à porta do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) na manhã desta quinta-feira (25), protestar contra o segundo resultado do vestibular da Uncisal. O motivo de revolta é a anulação do primeiro resultado da prova, quando mais de 40% dos então aprovados perderam suas vagas.

 

Os alunos presentes divergiram em relação ao objetivo da manifestação. Alguns pediam anulação da prova, outros pediam transparência nos critérios utilizados no segundo resultado divulgado. A grande maioria pedia aprovação de todos os que haviam passado na primeira lista, com gritos de “queremos nossas vagas”.

 

A estudante Maria Vitória da Silva Rodrigues, de 19 anos, havia passado no curso de Enfermagem em segundo lugar, e, após comemorar com a família, recebeu a notícia de que o resultado seria anulado. Em novo resultado, Rodrigues ficou de fora da lista de aprovados, na 43º colocação.

 

“O que aconteceu foi muito injusto e muito frustrante não só pra mim e minha família como também para todos que estão aqui presentes. A maioria fez festa quando passou e estava muito alegre a aprovação, e de repente, jogam um balde de água fria em você, anulando o resultado, eu fico sem palavras”, lamentou a estudante.

 

Também presente na manifestação, a estudante Ana Paula Barreto de Lima, de 38 anos, falou sobre o objetivo dos estudantes. “Estamos aqui para conseguir nossa vaga, que é nossa por direito, queremos fazer nossa matrícula e estudar”, disse.

 

A possibilidade de realização de um novo vestibular já foi descartada pela vice-reitora da Uncisal, Ilka do Amaral Soares, em entrevista coletiva no último dia 24. Na ocasião, ela explicou que o erro cometido foi apenas na divulgação da classificação dos aprovados e não na elaboração ou aplicação das provas e que uma nova prova geraria prejuízos não somente para a Uncisal, mas para os candidatos.