Reunião crítica, PSDB decide ficar neutro na eleição presidencial

Em encontro marcado por discussão entre o Alckmin e Doria, Executiva Nacional estabelece que não apoiará nem Bolsonaro nem Haddad

Por redação com Veja | www.AlagoasNT.com.br 10/10/2018 - 07:42 hs
Foto: Paulo Whitaker/Reuters


 

 

Em uma reunião tensa em Brasília, a Executiva Nacional do PSDB decidiu pela neutralidade no segundo turno da disputa presidencial entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

 

A legenda fez a declaração um dia após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugerir que não irá apoiar nenhum dos presidenciáveis. Outro cardeal do partido, o ex-governador José Serra disse nesta terça-feira (9), por meio de suas redes sociais, que seguirá a mesma linha.

 

No encontro, João Doria, candidato ao governo de São Paulo, defendeu que a Executiva do partido declarasse apoio ao capitão reformado do Exército. Para ele, não há a “menor condição” de o PSDB não manifestar oposição ao PT.

 

“Eu já tomei a minha posição, apoio Jair Bolsonaro no segundo turno. Coloquei isso com muita clareza”, disse ele, que ponderou que votou no correligionário Geraldo Alckmin no primeiro turno. “Reafirmo aqui: apoio Jair Bolsonaro para livrar o Brasil do PT e do (ex-presidente) Lula.” Ele negou, no entanto, que tenha pedido alguma contrapartida ao PSL.

 

“Temos que observar quais são os campos. De um lado temos um campo de esquerda, que dominou o Brasil, governou pessimamente com (os ex-presidentes) Lula e Dilma, e agora tem um fantoche chamado Fernando Haddad. E do outro campo tem proposta liberal, que eu apoio, e quer o bem do Brasil, seu crescimento econômico”, afirmou o ex-prefeito. Segundo ele, Bolsonaro “não quer implantar aqui uma ditadura venezuelana ou princípios bolivarianos”.