Com 2 votos contrários, Gilmar Mendes pede vista e suspende julgamento de pedido de liberdade a Lula

Isso faz parte do meu passado. Não tenho nenhum comentário a fazer a esse respeito

Por redação com uol | www.AlagoasNT.com.br 04/12/2018 - 22:46 hs
Foto: Divulgação


Depois de dois votos contrários ao pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes suspendeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal do recurso que pedia a liberação do petista e a anulação da condenação na Operação Lava Jato. Na ação, a defesa de Lula alega parcialidade na atuação de Sergio Moro nas ações contra o ex-presidente. Antes de Gilmar Mendes pedir vista (ele justificou o pedido dizendo que se trata de tema "controvertido"), haviam votado contra a libertação os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia.

 

Antes do início do julgamento do pedido de habeas corpus, futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que os processos relativos ao ex-presidente Lula fazem parte de seu passado. "A questão relativa ao ex-presidente Lula pertence à Justiça, não ao futuro ministério. Isso faz parte do meu passado. Não tenho nenhum comentário a fazer a esse respeito", disse.

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, criticou em um parecer enviado ao STF a decisão provisória do Comitê de Direitos Humanos da ONU em favor da garantia dos direitos políticos do ex-presidente Lula. Para a procuradora, a decisão do comitê teria causado "impacto irreversível na ordem interna brasileira, sem, entretanto, apresentar motivos e fundamentos". "O paciente [Lula] não está sendo processado ou julgado por opiniões políticas", diz Dodge.

 

A defesa de Cesar Mata Pires Filho, herdeiro da OAS, apresentou à Justiça Federal o comprovamente de depósito de R$ 28,9 milhões de fiança para a libertação do empresário. Pires Filho está preso na carceragem da PF em Curitiba desde a madrugada do dia 26 de novembro. Ele é acusado de participar de um esquema de fraude, superfaturamento e desvio de verbas na construção da sede da Petrobras na Bahia.