Carrefour diz que acolheu e alimentou cão que teria sido morto a pauladas por segurança em Osasco

Carrefour Brasil declarou, por meio de suas redes sociais, que acolheu e alimentou o cachorro que teria sido morto a pauladas por um segurança

Foto: Divulgação


Com questionamentos e protestos de milhares de clientes, o Carrefour Brasil declarou, por meio de suas redes sociais, que acolheu e alimentou o cachorro que teria sido morto a pauladas por um segurança em Osasco na última quarta-feira (28). Além disso, diz a rede, a equipe de segurança responsável no dia da morte do animal está afastada até o esclarecimento do caso.

 

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“Repudiamos qualquer tipo de agressão a animais e afastamos a equipe responsável pela segurança do local até no dia do ocorrido até que a apuração do caso seja finalizada. Assim que vimos o animal, ele foi acolhido e alimentado por nós até que a Zoonoses chegasse para o atendimento”, respondeu a página oficial do Carrefour no Facebook a uma cliente.

 

Neste sábado (1º), um grupo de ativistas pelos direitos dos animais realizou um protesto dentro do Carrefour de Osasco, na avenida dos Autonomistas, pela morte do cachorro. Durante as agressões, ele teve as patas quebradas. Há a suspeita de que o cão também tenha sido envenenado.

 

De acordo com os ativistas, o cachorro havia sido abandonado no estacionamento do Carrefour Osasco há cerca de uma semana. Alguns funcionários da rede e de lojas que ficam no centro de compras vinham alimentando o animal. Até que um segurança da rede o agrediu até que as patas quebrassem.

 

 

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Com o cão sangrando e bastante fragilizado, a Zoonoses de Osasco foi chamada. Representantes da loja teriam dito que o animal havia sido atropelado ali próximo, na avenida dos Autonomistas, versão contestada por testemunhas. O cachorro foi socorrido pela Zoonoses, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

 

Neste sábado, o delegado Bruno Lima, atuante na causa animal, esteve no local para acompanhar o caso, ao lado do vereador Ralfi Silva (Podemos). Um inquérito vai apurar se o cachorro também foi envenenado e se o segurança que o matou cumpria ordens da chefia, como acusam ativistas, ou agiu por conta própria.

 

“Estaremos acompanhando de perto até que esse crime seja solucionado. Temos algumas testemunhas que confirmam o ato cruel e que identificaram o autor do crime. Infelizmente a dor que o animal sofreu não temos como apagar e também a sua vida trazer de volta, mas seremos sua voz e lutaremos em seu nome”, declarou Bruno Lima.