Dono de agência de modelos fala sobre a polêmica do ‘book rosa’ no mundo fashion

O Diretor da TM Model BH, Rodrigo Deoli, esclarece polêmica sobre o ‘book rosa’ e afirma: “na minha agência não!”

Por MF Press Global 09/03/2019 - 07:41 hs
Foto: Divulgação / MF Press Global


O preconceito com a profissão de modelo é uma realidade que precisa ser discutida. A situação complica ainda mais para as mulheres que seguem a profissão com os rumores do chamado ‘book rosa’, que seria o agenciamento de mulheres para encontros sexuais com homens ricos.

 

Rodrigo Deoli, diretor da TM Model de Belo Horizonte, fala sobre o polêmico assunto e revela que na sua agência esta prática não é tolerada: “ Não sou mulher, mas me ponho no lugar das modelos que sofrem esse tipo de preconceito. Apesar de sim, o book rosa existir em outros lugares, nossa agência jamais trabalhou e jamais trabalhará com esse tipo de comportamento com nossas modelos. É inaceitável. Tratamos as mulheres de modo profissional e é prazeroso ver nossas meninas tendo resultados limpos”.

 

O Diretor esclarece também que o assunto preocupa principalmente aos pais das meninas que aspiram a uma carreira de sucesso nas passarelas: “Em 2015, quando saiu aquela novela, 'Verdades Secretas’, muitos pais ficaram apavorados com a possibilidade dos seus filhos entrarem num ‘book rosa’. Na época, passamos por um processo bem complicado para mostrar que somos sérios. Muitas meninas que querem ingressar no mundo da moda começam a sonhar muito cedo, por volta dos seus 12 e 13 anos, e os pais que são responsáveis pelas mesmas tem uma preocupação enorme com suas filhas, chegando às vezes a pensar que para sua filha subir em uma passarela e ter a filha como uma Estrela da Moda precisa ter algum tipo de ficha rosa ou famoso teste do sofá. Conosco não. Na minha agência não, nunca”.  

 

Deoli como conselheiro e referência no mundo da moda, revela que orienta bem não apenas suas modelos, mas outras profissionais para não aderirem a esse submundo da moda: "Quando fico sabendo de casos de mulheres que aceitaram fazer o tal ‘book rosa’, sempre digo que não vale a pena trocar esse legado por um prato de lentilhas. Procuro orientar e mostrar que sim, é possível vencer na vida sem precisar se vender e abandonar sua dignidade”.