Após pedido de servidores, Prefeitura vai retirar projetos de lei da Câmara

Nova reunião deve acontecer após o feriado para discutir os pontos da proposta que trata do Plano de Cargos e Carreiras do funcionalismo

Por redação | www.AlagoasNT.com.br 12/04/2019 - 21:12 hs
Foto: Reprodução/Prefeitura de Maceió


O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), anunciou, nesta sexta-feira (12), que os dois projetos de lei que modificam a legislação municipal que trata do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos trabalhadores serão retirados da Câmara de Vereadores. A oficialização do ato deve ocorrer ainda na próxima segunda-feira (15). 

 

A decisão, que marca o início da negociação entre a prefeitura e os trabalhadores para o surgimento de possíveis ajustes na atual proposta, foi divulgada em uma reunião com os dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e mais 15 sindicatos que representam o funcionalismo público da capital. 

 

Na ocasião, Rui Palmeira recebeu dos dirigentes sindicais um estudo elaborado por eles, que prometeu avaliar. "Uma reunião objetiva, tranquila, onde prevaleceu o bom senso", relatou.

 

Diante disso, ficou acordado que, após o feriado da Semana Santa, uma equipe técnica da gestão e os sindicados vão participar de um novo encontro para discutir cada ponto dos dois projetos de lei. A reunião deve levar em conta os indicadores de gestão e finanças apresentados pelo município. 

 

Na última terça-feira (9), centenas de servidores municipais de Maceió protestaram contra o projeto de lei, em frente à Câmara de Vereadores de Maceió, no Jaraguá. Eles cobram uma maior discussão sobre o texto enviado pelo Poder Executivo ao parlamento. Além disso, alegaram que em nenhum momento os trabalhadores foram chamados para conversar e expor pontos de vista. 

 

Crescimento anual


Com uma queda de R$ 68 milhões nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2018  e já tendo atingido o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a Prefeitura de Maceió registra um crescimento anual de 3,5% na folha salarial e é, segundo o Tesouro Nacional, a terceira capital brasileira que mais gasta com pagamento de pessoal.