Ludmilla e Lexa saem em defesa de Mc Rebecca após racismo: "Somos mulheres vencedoras"

Mc Rebecca foi alvo de ofensas racistas em seu perfil no Instagram após comemorar o posto de primeira mulher negra brasileira a entrar no top 100 mundial do Spotify

Por quem news | www.alagoasnt.com.br 02/12/2019 - 14:57 hs
Foto: Reprodução


Mc Rebecca foi alvo de ofensas racistas em seu perfil no Instagram após comemorar o posto de primeira mulher negra brasileira a entrar no top 100 mundial do Spotify com a música Combatchy, parceria com Anitta, Lexa e Luisa Sonza. Após a funkeira se pronunciar em seus stories e em seu Twitter sobre o assunto, as amigas Lexa e Ludmilla usaram as redes para sair em sua defesa.

 

"As pessoas deveriam fazer uma reflexão, eu nasci na comunidade, Anitta e Rebecca também, Luisa do interior do Sul, vocês tem noção do que é levar funk e pop para as pessoas? Enfrentar preconceitos todos os dias? Somos mulheres vencedoras! Tenho orgulho de vocês amigas", escreveu Lexa em seu Twitter.

 

"Estão fazendo com a Rebecca igual fizeram comigo quando comemorei o Rock in Rio, vai ter negro feliz com as suas conquistas sim senhor, doa a quem doer, comemora mais que tá pouco Rebeccaaaaaaaaa", declarou Ludmilla.

 

Tudo começou no domingo, 1, quando Mc Rebecca fez uma publicação no Instagram celebrando a sua conquista e das companheiras de single. "Feliz demais estar representando meu país como a primeira mulher negra brasileira a entrar no 100 global do Spotify, obrigada @hitmaker, obrigada @anitta por ter me convidado pra esse time, amo vocês meninas @luisasonza @lexa", disse.

 

Mais tarde, ela voltou à rede social, dessa vez nos stories, para falar sobre as ofensas que estava recebendo após o post. Sem colocar em evidência os comentários, ela falou que ficou triste com as reações e ofensas, mas não se deixaria abalar.

 

"A pessoa não tem nem o direito de estar feliz por umas conquistas, como essa última. Já fiquei um pouco triste, mas gente, olha, eu não estou aqui para me gabar ou ser melhor que ninguém, mas estou muito feliz de ser a primeira negra brasileira a estar no top 100 global. Tem muitas outras brasileiras muito talentosas que poderiam estar também. Hoje em dia, a gente sofre racismo camuflado, preconceito o tempo inteiro. As pessoas que estão indo comentar nas minhas coisas que 'o problema tá no preto por falar que sofre racismo', cara, o problema não tá no preto, o problema tá no branco pelo fato de as pessoas negras não terem espaço suficiente para poder mostrar o trabalho", declarou.

 

No Twitter, Rebecca também desabafou sobre a situação. "Sinceramente eu não entendo o brasileiro, estou representando o meu país, era o mínimo as pessoas serem solidárias aonde um país que tem muito preconceito e racismo, que eu consiga no meio disso tudo está no top 100 global, isso me deixa extremamente chateada", começou.

 

"Não tenho vergonha da onde eu vim principalmente por cantar proibidão, as pessoas vão ter que aceitar oq eu faço é arte é cultura sim. Vocês criam umas coisas que só Jesus na causa, vamos nos unir que o seguimento fica muito maior como a Anitta já disse .. O funk tá dominando tudo rapa respeita", concluiu.