Greve de policiais civis suspende serviços em São Miguel dos Campos

Categoria iniciou nesta segunda-feira uma paralisação de 72h pelo reajuste do piso salarial

Foto: Pâmela de Oliveira


A paralisação de 72 horas dos policiais civis de Alagoas suspendeu praticamente todos os serviços nas delegacias distritais, regionais e especializadas, conforme anunciou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL), Ricardo Nazário. Ele informou que somente os flagrantes serão realizados neste período.


Portanto, enquanto durar o movimento, não serão confeccionados os Boletins de Ocorrência (BOs), Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), cumpridos mandado de busca e apreensão e, dentre outras atividades, participação dos policiais em operações integradas com as forças de segurança.

 

Agentes e escrivães da Polícia Civil anunciaram a paralisação de três dias pelo reajuste do piso salarial ao ponto de o governo de o Estado reconhecer o nível superior da categoria. Eles alegam que recebem o piso mais baixo da Segurança Pública em Alagoas. Nesta manhã, um ato aconteceu na Central de Flagrantes I, no bairro do Farol, para marcar o início do movimento.

 

Para discutir os pontos que interessam à classe, uma reunião deve acontecer nesta terça-feira (21), às 15h, na Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), com o secretário Fabrício Marques. 

 

De acordo com o presidente do Sindpol, nesta audiência, será discutida uma pauta com 14 itens de negociação, todos ligados aos policiais civis, incluindo a principal reivindicação, que é o nivelamento da categoria.

 

"No momento de concurso público é exigido o nível superior dos agentes para ingresso na Polícia Civil. Portanto, o governo do Estado precisa reconhecer o salário de nível superior, porque isso não temos", destaca Ricardo Nazário.