Boiadeiro investigava supostos desvios de recursos em Batalha, afirma família

Prefeitura é administrada pela família Dantas, que mantém rixa com família Boiadeiro há anos

Foto: Reprodução/tv pajuçara


Sem acreditar em uma terceira linha de investigação para o crime que vitimou o vereador por Batalha, Neguinho Boiadeiro, na última quinta-feira (9), a família Boiadeiro traz uma nova afirmação para sustentar a sua acusação contra a família Dantas. 

 

Em entrevista à TV Pajuçara, a filha de Neguinho, Bahia Boiadeiro, declarou que o pai investigava supostos desvios de recursos da prefeitura do município sertanejo, que é administrada por Marina Dantas.  

 

Segundo ela, o pai já havia pedido comprovantes de pagamentos à prefeitura, cuja entrega, foi negada. 

 

"Ele [Neguinho Boiadeiro) tinha pedido os extratos da conta da prefeitura e eles [família Dantas] tinham se negado a dar. Acho que isso acirrou ainda mais a briga pessoal que já existia. Eles viram que meu pai estava crescendo politicamente e disseram: 'vamos matar ele, porque a solução é matando'", alega, Bahia Boiadeiro, durante entrevista.  

 

A família não acredita que o assassinato tenha sido cometido por um terceiro grupo que se aproveitou da rixa entre as duas famílias para promover uma disputa por poder, como considerado pela Polícia Civil, que investiga a situação.  

 

"Meu pai não tinha intriga com ninguém. Nem meu pai, nem a família Boiadeiro. O único intrigado com a gente é a família Dantas", diz a filha de Neguinho Boiadeiro.  

 

O irmão de Bahia, José Márcio Cavalcante, conhecido como 'Baixinho Boiadeiro' é considerado agora foragido da polícia, depois de atirar contra José Emílio Dantas momentos depois de assassinarem seu pai. A família Boiadeiro alega que os tiros foram efetuados por 'Baixinho' para se defender, já que Emílio havia atirado antes.  

 

Nesta segunda-feira (13), o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira, substituiu o delegado Rômulo Monteiro por Gustavo Xavier para compor a comissão composta por três delegados.  Os outros dois delegados são: Cícero Lima e Rosivaldo Vilar. A mudança ocorre para que Monteiro se dedique exclusivamente na elucidação de outros crimes em Batalha.  

 

Já o procurador-geral de justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, designou, também nesta segunda-feira, o promotor de justiça Luiz Vasconcelos para acompanhar as investigações dos crimes corridos em Batalha. 

 

O caso

 

O vereador por Batalha, Neguinho Boiadeiro (PSD), foi morto a tiros após deixar a Câmara de Vereadores do município, onde havia participado de uma sessão plenária. Ao sair do local, ele foi surpreendido por criminosos, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Um policial civil, que fazia sua segurança, também foi atingido pelos tiros.