Perito descarta catalepsia e afirma que jovem de Rio Largo, sofria do "fenômeno morte"

Débora Isis estava sendo velada desde o último domingo (12) porque mãe acreditava que jovem ainda estava viva

Por Edilane Almeida com Gazetaweb 14/11/2017 - 16:53 hs
Foto: Clariza Santos


O perito Cléber Santana, do Instituto Médico Legal (IML), descartou a hipótese de catalepsia envolvendo a jovem Débora Isis, de 18 anos, cujo corpo estava sendo velado já há três dias, em Rio Largo, em virtude da suspeita da família de que ainda pudesse estar viva.

 

À reportagem, Santana revelou que realizar o procedimento de necropsia para atestar a morte de Débora. Segundo ele, a jovem sofria do denominado "fenômeno da morte", que retarda os sinais do óbito.

 

Ainda de acordo com o perito, a necropsia servirá para determinar quando ela morreu, afastando também, de uma vez por todas, a hipótese de que ela ainda esteja viva, atendendo a uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE).

 

O mesmo exame também vai apontar se houve negligência por parte dos profissionais que prestaram atendimento a Débora desde o momento em que foi encaminhada à unidade de saúde em Rio Largo, onde fora diagnosticada com um quadro de virose. De lá, seguiu para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, sendo transferida para um hospital particular da capital, onde veio a óbito após uma parada cardíaca, segundo boletim médico.

 

Porém, como a jovem ainda não apresentava rigidez cadavérica, além da temperatura de um cadáver, a família passou a duvidar da morte. O episódio logo chamou a atenção da comunidade onde morava, o que levou o delegado Manoel Wanderley, titular do 12º Distrito Policial, a determinar a remoção do corpo para o IML.

 

Mãe começou a velar a filha no último domingo, quando hospital confirmou óbito FOTO: JOSÉ FEITOSA