Após dias de angústia, Perícia Oficial confirma morte da jovem Débora Isis

Após família contestar atestado de óbito do hospital, exame de necropsia foi realizado nesta terça-feira

Foto: Lucas /Ascom


pós dias de angústia, a Perícia Oficial do Instituto Médico Legal (IML) confirmou, às 19h24, a morte da jovem Débora Isis, de 18 anos. A família informou, que após quase três dias de angústia, o corpo será sepultado nesta quarta-feira (15) em Rio Largo, região metropolitana de Maceió. O laudo oficial da causa da morte deverá ser divulgado em até 10 dias. 

 

De acordo com o laudo do IML, a jovem está morta desde o último domingo (12), conforme atestado de óbito emitido pelo Hospital Vida, onde a jovem estava internada. A média legista, Magda Vilela, informou que vários fatores causaram a morte. 

 

No início da tarde, o perito Cléber Santana, do Instituto Médico Legal (IML), descartou a hipótese de catalepsia e disse que a jovem já apresentava os sinais do óbito. 

 

Confira a nota da Perícia Oficial:


NOTA


O Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima informa que após realização de exame de necropsia ficou confirmada a morte da jovem Débora Isis Mendes de Gouveia, 18 anos de idade.


No exame de necropsia realizado pela perita médica legista Magda Vilela ficou constatado que a vítima estava morta há mais de 48 horas.


O laudo cadavérico completo, com todas as informações sobre a causa da morte, será encaminhado para o 12° Distrito Policial de Rio Largo no prazo de 10 dias úteis.


O corpo Débora Isis foi liberado para sepultamento.


 

O caso

Atendendo a uma solicitação do Ministério Público Estadual (MPE), o procedimento de necropsia foi realizado e o laudo, além de determinar a hora e a causa da morte, vai apontar se houve negligência por parte dos profissionais que prestaram atendimento a Débora desde o momento em que foi encaminhada à unidade de saúde em Rio Largo, onde fora diagnosticada com um quadro de virose. 

 

De acordo com a família, após o diagnóstico, a jovem foi encaminhada para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, sendo, em seguida, transferida para um hospital particular da capital, onde veio a óbito após uma parada cardíaca, segundo boletim médico.

 

No entanto, a família da jovem não aceitou o atestado e passou a duvidar da morte da jovem, já que o corpo não apresentava rigidez cadavérica, além da temperatura do cadáver. O episódio logo chamou a atenção da comunidade onde morava, o que levou o delegado Manoel Wanderley, titular do 12º Distrito Policial, a determinar a remoção do corpo para o IML.