Advogado afirma que “Prisão é sem Fundamento”: Ex-prefeito, Júnior Alcântara, é liberado

Por redação | Portal AlagoasNT.com.br 27/12/2017 - 20:34 hs
Foto: Divulgação


O desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas, Celyrdio Adamastor Tenório, concedeu, nesta quarta-feira (27), o habeas corpus favorecendo Júnior Alcântara, ex-prefeito da cidade de Palestina.

 

O ex-prefeito da cidade de Palestina Junior Alcântara, foi detido no último dia (22) em uma operação policial, sob a acusação do homicídio do caseiro José Arnóbio Feitosa, conhecido com “Abel”, porém para o advogado do ex-prefeito, entre outras coisas, a Polícia não apresentou “qualquer fundamento para a prisão, o que foi acatado pelo Desembargador”.

 

Além disso, o caseiro era homem de confiança do ex-prefeito, e já trabalhava para a família Alcântara há mais de 15 anos, sendo considerado um membro da família.  Ainda de acordo com informações, a família Alcântara é uma família tradicional e pacata, sem histórico de violência.

 

O advogado Fábio Ferrário, que representa o ex-prefeito, no pedido de HC apontou que a polícia não apresentou "qualquer fundamento para a prisão". "Tanto que não indicou nenhum elemento”. E pela pretensão do delegado, seria antecipar a pena sem processo, com base na intuição dele, tão somente, o que não é admissível em nenhum sistema penal do mundo democrático”, expôs Ferrário, ao citar o que ele chamou de “Achismo e conjectura” da ação policial.

 

O advogado, disse que a linha de Investigação da Polícia era absurda e aponta que sequer há uma motivação real apresentada pela polícia para que o ex-prefeito cometesse tal ato: “Qual seria a motivação idônea apontada para Júnior supostamente comente esse Crime? “O que tais documentos, ‘citados’, poderiam ter de tão importantes a ponto dele supostamente mandar ceifar a vida do caseio?" Nada tem com o Caseiro!

 

Na decisão, que liberou o ex-prefeito, o desembargador trocou a prisão preventiva pela aplicação de medida cautelar, "assim, considerando que, no caso em apreço, não restou evidenciada a imprescindibilidade da custódia preventiva do paciente, ao passo em que, por outro lado, o impetrante demonstrou elementos que militam a seu favor, entendo que o pedido de contra-mandado de prisão deve ser deferido, cominados com a aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão", justificou O Desembargador.

 

Ferrário salientou que a prisão de Júnior Alcântara foi sem sentido, “tão sem sentido é essa acusação que ele foi preso na sexta-feira (22) e até hoje (27) não havia sido ouvido pelo Delegado”.

 

“Vê-se que foi prisão/exibição, totalmente desnecessária e sem sentido. Acertou o Judiciário quando concedeu a ordem de habeas corpus, estacando o abusivo ato”, afirmou o Advogado.